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Nota do Leitor: (1 Voto)
8.5

Quando uma série tende a repetir fórmulas e aquela boa receita de bolo da vovó (que inevitavelmente acaba abusando, após um período), o caminho natural é que perca todo o impacto e até mesmo a qualidade de narrativa, para não falar de um consequente desleixo com relação a questões técnicas como fotografia e efeitos especiais. Isso é o que tem acontecido a The Walking Dead, que fechou mais um ano com uma temporada sem grande relevância.

Ao fim da sexta temporada, pairou a grande dúvida no ar: quem foi a grande vítima de Negan (Jeffrey Dean Morgan) e Lucille, seu taco de beisebol? O primeiro episódio deste ano foi estarrecedor e não se poupou nada dos personagens. O controle e a submissão da comunidade de Rick (Andrew Lincoln), Alexandria, foi muito impactante e bem construída ao longo dos dezesseis episódios que a temporada conteve.

Mas o fato é que The Walking Dead não inovou em praticamente nada nesta temporada, e o que poderia ter sido simplesmente espetacular foi decaindo a cada episódio em que se deixava o enredo principal de lado e se contavam histórias secundárias de personagens que pouco apareciam desde sua introdução na série. A falta de relevância fez com a velha receita de bolo se repetisse e se tornasse cada vez mais clichê, ainda mais com a season finale mais nonsense da história da série.

Negan (Jeffrey Dean Morgan) foi o melhor vilão desde o inicio da série.

Pelo fato da sétima temporada ter sido montada de forma aparentemente pouco planejada, alguns personagens tiveram pouco tempo de tela, como foi o caso do Reino e de seu líder, Rei Ezequiel. Seguindo a lógica dos primeiros episódios, cada capítulo mostraria uma comunidade e o seu funcionamento, porém isso ficou muito embaralhado depois do quarto episódio, fazendo com que a relação entre elas fosse prejudicada.

Outro ponto negativo foi o uso de CGI – imagens geradas por computador – que deixaram muito a desejar, a exemplo da animação de Shiva, tigresa do Rei Ezequiel. O que ainda permanece impecável são os zumbis que agora pouco aparecem.

Embora a temporada possua vários pontos negativos, ainda há aspectos que se salvam, como a atuação extraordinária de Jeffrey Dean Morgan que deu vida ao melhor vilão que já passou tanto pelos quadrinhos quanto pela série. Todas as principais características do implacável Negan estavam estampadas explicitamente nas feições do ator que fez um ótimo trabalho. Destacam-se também a trilha sonora, que contribuiu demais para o clima que as cenas mais marcantes queriam transmitir.

O maior pecado é mesmo o excesso de mesmice e a caminhada pela estrada dos clichês. A conseqüência disso pode vir a ser o afastamento do público que ainda tenta buscar algo proveitoso na narrativa da série. No entanto, aos que gostam de pura ação, irão adorar a temporada e provavelmente continuarão sendo seguidores fiéis.

Em suma, The Walking Dead permanece no mediano com sérias tendências a piorar principalmente pela falta de inovação tanto no que concerne ao enredo quanto a questões técnicas. Mudar a receita e trazer algo inesperado para o espectador seria verdadeiramente uma sugestão para sair de vez da zona de conforto e assim fidelizar ainda mais todos os seus públicos.

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Sobre o Autor

Vinícius Cerqueira

18 anos, baiano de raça pura, nerd em formação, amante assumido da sétima arte e polêmico em seus textos nas horas vagas.

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